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29 agosto, 2008

Não esqueçam – o Gonzo agora bloga no After The Gold Rush (total carreira solo).

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E nesse domingo tem o retorno de duas coisas bem bacanas para mim. Bueno, desde o fim do Moving Stairs (a banda em que eu toquei entre 2004 e 2006 com o Rodrigo, o Alê, o Picon e o Euler) que eu só subi em palcos para acompanhar os amigos. Isso não é uma reclamação, participar no show de amigos que admiro sempre é MUITO divertido.

Mas o mais foda que é dar a SUA cara pra bater no palco, com as suas músicas e o seu jeito de fazer.

Bom, quase dois anos depois do último show nesse esquema, tá na hora de voltar!

Nesse domingo vai rolar a estréia do meu novo projeto solo musical. Nesse show eu vou usar o nome Fading. E o que é o Fading? É uma idéia que tá na minha cabeça desde por volta de 2000, quando o Bêla me emprestou o Tascam preu gravar umas coisas.Músicas simples tocadas no violão sem um arranjo normal de banda (i.e. baixo, bateria, teclado, etc) mas com pequenos acompanhamentos simples, variando os tipos de instrumentos de acordo a necessidade de cada música.
Naquela época não saiu, mas agora finalmente começou.
Vou ser eu no palco o tempo todo, com convidados se alternando a cada música. Umas músicas terão uma base pré-gravada num sampler, outras terão backing vocal e outras terão corinhos completos. Instrumentos que aparecerão? Violões, baixo, clarinete, sanfona e mais duas ou três surpresas…
Participação de algumas pessoas bem importantes para mim. Tudo gente com quem eu já toquei, toco ou vou tocar em breve!
Bom, como estréia de projeto, sei que vou estar tremendo feito bambu verde no meio do tiroteio, então espero que os amigos apareçam para dar um alô e me oferecer faces conhecidas pra platéia parecer menos assustadora, ok? Também levem maridos, esposas, tios, amigos, periquitos e agregados em geral!
Depois do meu show, vai rolar um especial do Telepatas, em que a moçada preparou um esquema diferente e acústico. Ah, e tudo isso vai rolar na volta da festa Folk This Town, idéia do Gonzo que eu e o Rodrigo estamos ajudando a organizar.
Domingo sim, domingo não, no Santa Augusta, um esquema pra tomar cerveja, conversar com os amigos e ouvir som sossegado.
E aviso final: em breve, a estréia de minha nova banda! Ei, eu falei que esse era o projeto solo, mas não falei nada sobre não ter mais nenhuma banda! HUAH!
Bom o serviço completo é:
Folk This Town
Shows de Fading e Os Telepatas
Santa Augusta Bar
Rua Augusta, 976 Tel: 3255-9905
Dia 10/02 (domingo)
A partir das 18h
Entrada: R$ 7,00
Bônus Folk: consumindo R$ 12,00 ou mais, a entrada fica isenta.
Estacionamento conveniado: Rua Augusta 976
design do cartaz: Rodrigo Sommer
site da festa Folk This Town: http://folkthistown.wordpress.com
release da festa:

Os Telepatas e Fading na primeira Folk This Town de 2008 – 10/02

A melhor (e única) festa dedicada ao folk em São Paulo volta à ativa. Sucesso absoluto no final de 2007, com centenas de pessoas lotando o Santa Augusta Bar para ver os shows de Edson & The Black Horses e Lulina, a Folk This Town inicia as atividades no ano novo logo depois do Carnaval. Os paulistanos d’Os Telepatas são nossos convidados, na primeira apresentação da banda em 2008, com seu folk rock psicodélico em versão acústica e o repertório baseado no recente álbum Bandeirante (Trombador). O responsável pelo show de abertura é o projeto-solo Fading, de Adriano Vannucchi (da falecida Moving Stairs), que convoca uma série de amigos para colaborar na sua apresentação de suas composições no estilo indie-folk noventista.

A festa:

Tem festa pra tudo em São Paulo, não? Anos 90, electro-punk-house, hardcore caipira. Mas a metrópole não tem nenhuma noite dedicada ao folk e outras manifestações mais “tranqüilas” de música. Quer dizer, não tinha. A festa Folk This Town, projeto no Santa Augusta Bar, abre espaço para os violões, sussurros e um clima mais intimista – nada de “pista fervendo”, o negócio é gente sentada, boa companhia e ótimo som. O projeto rola quinzenalmente, aos domingos e cedinho (começando às 18h).

Na discotecagem, canções de gente como Neil Young, Belle & Sebastian, The Band, Wilco, Cat Power, Moldy Peaches, The Byrds, Neutral Milk Hotel, Big Star, Os Pistoleiros, Bob Dylan, Son Volt, Belle & Sebastian, Woody Guthrie, Nick Drake, Kimya Dawson, Stephanie Toth e outros heróis do violão (plugado ou não). A festa abre cedo, a partir das 18h, e os shows começam às 20h.

Um tempo atrás eu tava conversando com o Gonzo sobre a possibilidade do Warren Ellis (o roteirista de HQ britânico, e não o músico australiano) ser algo que será chamado de “intelectual do século XXI”.

Não é cronologicamente falando, mas sim pelo jeito de pensar do sujeito.

Por mais que esperneiem e reclamem, é necessário aceitar que o mundo mudou, garotada. A era industrial acabou e entramos numa nova era, que será chamada de Era Virtual ou Era Cibernética ou Era Adriânica ou algo assim. Vivemos na sequência de um daqueles risquinhos que dividem a história humana naquelas linhas do tempo de representação de nossa evolução.

Para o bem ou para o mal, mudanças desse tipo influenciam totalmente a forma das pessoas pensarem. Te garanto que o pessoal das corporações de ofício e afins chiavam bastante apontando para aqueles jovens industriais e suas idéias muito loucas.

Um dos pontos radicais dessa mudança é o mundo de informações disponíveis. Nunca existiu uma época em que tudo que se pensa e faz no mundo é tão facilmente conhecido e estudado.

O resultado disso acaba sendo uma facilidade maior de se perder na superfície. O link, mau usado, não te aprofunda no assunto mas sim te joga de assunto em assunto, te dando uma vasta gama de informações, mas com todas tão rasas quanto uma piada do Ary Toledo. O pensamento linear, como conhecemos, pode estar agora caminhando para a extinção, para ser substituído por algo levemente diferente, com uma maior mixagem de raciocínios e citações.

A diversidade de assuntos e informações induz à falta de foco, então a substituta da profundidade temática talvez venha a nascer da associação feroz de assuntos e idéias.

Não dá pra gente dizer agora o que será efetivamente o intelectual de hoje (afinal, a melhor forma de saber o que é feito ou dito de mais relevante hoje em dia é esperar o futuro, pois contar os frutos de cada semente é o que, em última instância, define a importância de cada coisa…) mas, em nosso debate cervejístico (entre eu e Gonzo, não entre eu, Warren Ellis e Ary Toledo – embora eu deva admitir que daria meu braço esquerdo para sentar numa mesa de bar dessas…), um dos pontos da defesa  de Warren para o cargo era:

O intelectual que refletir essa mudança de pensamento deverá ter a capacidade de processar as informações tão rápido quanto surgem. A dificuldade vai ser essa: extrair a profundidade de todo o ruído disponível, rearranjando tudo em peças sintéticas para a elaboração de novas teorias.

O Ellis faz isso, variando nos seus textos entre histórias absurdas, análises cabeçudíssimas de teorias físicas, pedofilia no Second Life e textos sobre os caras que tatuaram de azul a parte branca dos olhos deles como manifesto de Body Modification.

Não tão tecnológico quanto o tio Warren, mas possuidor da mesma metralhadora citadora, é o Douglas Kim.

Olha. Não precisa concordar com o que o cara fala. Ou o que ele faz link.

O ponto é o que ele cita, o que ele amarra e como ele faz.

(e também o fato do cara escrever pra caralho. isso ajuda MUITO)

Parem de querer ler apenas aquilo que diz o que você quer ouvir. Leia algo apenas para pensar qual sua opinião a respeito.

O único problema é que o Kim tem um a certa tendência a matar blogs e apagar posts. Por exemplo, o blog dele hoje só tem dois posts.

Bom, e um deles  é um agrupamento de citações de um blog da Veja (é, a revista da Abril). Não, não leio a revista. Mas o Kim achou isso. Copio do blog dele para guardar o registro e tentar mostrar pra vocês qual o tipo de garimpo de informações que o homem faz. É bom dizer que não é só isso que ele faz. Também surgem pequenos textos narrativos, poesias, frases. Foda.

Com vocês: mr. DK

16.12.07

didatismo

Alguns não lêem o Reinaldo Azevedo por questão ideológica. Tudo bem. Por isso vou colar aqui três posts didáticos sobre a premiação da Biblioteca Nacional e sobre a Bolsa de Criação Literária da Funarte.

I

“O Diário Oficial da União de ontem (13/12) publica o resultado dos prêmios literários da Biblioteca Nacional e da bolsa de incentivo à criação literária da Funarte.

No caso da Biblioteca Nacional, copio o que está lá:

2.Prêmio Sérgio Buarque de Holanda
Categoria: Ensaio Social
Comissão Julgadora:
Bárbara Freitag
sabel Lustosa
Maria Angélica Madeira
Vencedora: Maria Francisca Pinheiro Coelho, com a obra José Genoino – escolhas políticas, publicada pela Editora Centauro.

Sim, vocês entenderam direito. O livro que canta as glórias de um dos chefes do mensalão, um dos 40 indiciados pelo STF, irmão do patrão do cuecão de ouro, foi premiado pela Biblioteca Nacional. Mas esperem. Não é tudo. No caso da Funarte, entre os contemplados com uma bolsa de R$ 30 mil, está:

meiaoito – 68 motivos de 68, de Luiz Arthur Toríbio (nº de inscrição 237), de Brasília/DF (nota 205)

O que isso tem de especial? Duas coisas:

- Luiz Arthur Toríbio foi chefe da Assessoria de Comunicação Social (DAS 101.4) do Ministério da Cultura, a que está subordinada a Funarte, até 24 de abril do ano passado.

- A Funarte é de uma rapidez impressionante: as inscrições para bolsa terminaram no dia 10 de dezembro. No dia 12, já se tinha o resultado (para ver o Diário Oficial, clique aqui).”

II

“Biblioteca Nacional: ação entre amigas e parceiras
Ai escreve o leitor sobre o prêmio da Biblioteca Nacional conferido a Maria Francisca Pinheiro Coelho, autora do livro sobre José Genoino (ver notas abaixo):

Olha que beleza, Reinaldo, a socióloga submarxista Maria Francisca é co-autora de um livro sobre a Bárbara Freitag (Itinerários de Bárbara Freitag, UnB, 2005), que agora premia a Maria Francisca. O “ensaio” da Maria Francisca no livro sobre a Bárbara Freitag chama-se Diálogo com o Marxismo. Antes, em conjunto com a própria Bárbara Freitag, ela expeliu Marx morreu: viva Marx! (Papirus, 1993).

É isso aí. Trata-se de uma autêntica ação entre amigas e parceiras, mediada por uma instituição do estado. Ainda bem que o tema, José Genoino, confere especial dignidade a essa intensa e viva relação intelectual, não é mesmo?”

III

“Premiação em que a jurada premia a colega com quem escreve livro pode ser tudo, menos séria. (…) Concorria na mesma categoria, por exemplo, D. Pedro II – Ser ou Não Ser, de José Murilo de Carvalho. Eu duvido que a tal Francisca escreva melhor do que Carvalho: eu duvido que Genoino seja mais interessante do que D. Pedro II. Eu duvido que haja mais pesquisa histórica no livro premiado do que no preterido.”
postado por dk—

Bonito, muito bonito.

E apenas para fazer um último comentário. Sim, admito que é meio pedante o Gonzo e eu ficarmos numa mesa de bar discutindo, de forma tão rasa quanto nesse post que fiz agora, questões como intelectualidade, tempos modernos e afins. Estamos tentando melhorar, procurando assuntos mais dignos.

Eu por exemplo já deixei anotado, para nossa próxima cerveja, essa história que achei num link do Warren Ellis sobre o cara que pagou para lutar com um chimpanzé.

Alguns bons e vários anos atrás, quando parecia que a Via Lettera ia conseguir ser uma editora a lançar quadrinhos nas livrarias com um bom padrão de qualidade E uma periodicidade decente (algo não conquistado, diga-se de passagem) surgiu no meio dos lançamentos uma série bacanuda: Balas Perdidas (Stray Bullets) do David Lapham.

Os dois álbuns dessa série que saíram por aqui são bem bacanas. Algo na praia romance-policial-pulp-remixado-pelo-Tarantino mas com um domínio legal da narrativa quadrinesca e toques pessoais (ui) o suficiente para atingir um resultado very-legas e, porque não dizer, além do simples simulacro de “policial-independente-piadinha-antes-de-espirrar-sangue”.

Balas Perdidas sumiu junto com os outros lançamentos da Via Lettera (de vez em quando eles se distraem e lançam um Bone, assim meio tipo “opa! que que é isso aqui que eu derrubei?”).

Lá fora a série é bem conhecida, mas depois dela o Lapham não foi assim dos maaaais bem amados pela crítica e fãs com seus lançamentos, indo desde coisas mais sérias (como a recente graphic novel pela Vertigo: Silverfish) e até outras como “Justiceiro versus Demolidor” pra Marvel (uma das 238 mini-séries desse tipo).

Agora ele vai voltar com uma série mensal.

O nome? Young Liars. Pela Vertigo a partir de março (nos EUA, obviamente… Aqui? PREVISÂO de publicação aqui??? Pfft… Só vamos torcer para o Lapham não ter exclusividade assinada com a Via Lettera).

Young Liars

Bom… análise fria da coisa…

Medo de David Lapham ser o cavalo de uma corrida só… Essa capa pode tanto ser irônica no bom sentido (com uma emulação de literatura e cinema sobre delinquência juvenil e tals) quanto também pode ser sincera e acabar numa regurgitação de clichês (tipo bandas que surgem fazendo cópia do Manowar e se levando a sério).

O Newsarama publicou o texto da solicitação do catálogo da distribuidora e mais 3 páginas de preview.

Pelo texto, a coisa parece mais interessante (qualquer textinho que possua no mesmo parágrafo as palavras “sexo” e “anões psicóticos” já merece minha curiosidade) e o preview também parece funcionar.

Vamos ver o que nos espera. Mas admito que ele ganhou um ponto de curiosidade ao lançar a melhor frase de citação de autor para divulgação de projeto que eu ouvi nos últimos tempos:

“I haven’t had this much fun since my Uncle Chuck took me on a crime spree in the fourth grade.” — David Lapham

update: o Newsarama publicou hoje uma entrevista com o Lapham sobre a Young Liars.

‘Bora

19 novembro, 2007

é isso ae mesmo.

Canções para Bobby

8 novembro, 2007

Falando ainda da Chan ( a gente nunca cansa, sorry), eu ia colocar aqui o link pra baixar a MP3 de “Song to Bobby” (faixa inédita, vai pro disco novo), mas a Matador tirou a música do ar durante a tarde. Uma pena, porque eu nem cheguei a baixar.

Mãs, seguinte: Cat Power participa da trilha sonora do filme “I´m Not There“, cinebiografia malucona que o Todd Haynes fez do Bob Dylan (o “Bobby” da canção nova da gata), com uma versão lindinha e sussurada para “Stuck Inside The Mobile With The Memphis Blues Again” – que você pode ouvir, em streaming, no MySpace da película. Aproveita e ouve também a versão do Jeff Tweedy (do Wilco) para “Simple Twist Of Fate” (com uns versos bem diferentes…) – que tá no nível da versão que o Hélio apresentou no show do Vanguart terça passada.

Como uma luva

5 novembro, 2007

As luvinhas que Charlyn Marie Marshall estava usando no Tim Festival chamaram atenção – como assim, luva preta com dedinho cortado? Cat Power Michael Jackson?! Bom, pelas fotos do festival Fun Fun Fun, em Austin, parece que as luvinhas não foram exclusividade das apresentações brasileiras. (Agora, não sei se alguém levantou essa bola, mas aposto que as luvinhas foram dica de moda do estilista alemão Karl Lagerfeld, chefão da grife francesa Chanel e amiguinho da dona Chan, que nunca sai de casa sem um par de luvas semelhantes).

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