hahaha

2 novembro, 2007

http://www.dailymotion.com/video/x3d8cg_amy-winehouse-back-to-black-live-em_news

“eu não fui pra rehab porra nenhuma, eu odeio o EMA, eu tô muito preocupada com o padê que pode pular do meu nariz a qualquer momento, eu enchi a cara também, mas meus dançarinos tão ahazzando ali no fundo, olhem pra eles”

(Amy Winehouse não disse isso ontem, mas ia fazer muito sentido depois dessa versão bem louca de “Back to Black”)

Barbara e a gata

28 outubro, 2007

Ok, você já deve ter ouvido a história da Barbara Gancia – ops, digo, do Antony, falando sobre saunas bem dotadas no Brasil e campanhas para mulheres na presidência (alguém aí gritou “Hillary”?). Mas acho que ninguém viu a versão de chorar que ele e a banda fizeram de “I Will Survive”, da Gloria Gaynor:

 Antony & The Johnsosns – I Will Survive (São Paulo, Brasil, 25/10/2007)

E tem também as estripulias da gateenha Chan Marshall. Primeiro, a versão destruidora de “Metal Heart” (essa é pra Lu, que citou a música na abertura do lindo post sobre a Cat Power).

 Cat Power – Metal Heart (São Paulo, Brasil, 25/10/2007)

Já a versão barulhenta de “Lived In Bars” vai pra Dani, que escreveu sobre os dois shows e tem uma tag específica no blog dela pra declarar amor à Chan.

Cat Power  – Lived In Bars (São Paulo, Brasil, 25/10/2007)

spice up your life?

24 outubro, 2007

Enquanto toda a produção fonográfica pop dos anos 00 se preocupa em copiar as fórmulas incríveis de Timbaland e de Jay Z (que, aliás, tá com disco novo saindo do forno em 6 de novembro –na gringa, claro), fórmula de rádio, fórmula de pop rebolativo, fórmula 89FM e Mix, as Spice Girls inexplicavelmente seguem na contramão.

Headlines (Friendship Never Ends), o novo single das gateenhas londrinas, aposta numa fórmula romântica bem mela-cueca, absolutamente sem graça e sem ‘pimenta’, com cara de dor-de-cotovelo anos 90. É mais ou menos 2 Become 1 (dadas das cabidas proporções) só que numa versão com menos graves e sem refrão.

Quem tá de volta com canção nova também é o The Verve. Você pode baixar aqui ou escutar 70% da música aqui. É uma jam session bem boa, de pouco mais de 14 minutos.

Aqui no Brasil, a novidade fica por conta do site novo da Tropicália, que até o momento deste post ainda não tinha entrado no ar. Bora conferir até o fim da tarde.

se enamora

18 outubro, 2007

bom, como eu tô enfrentando uma micareta da TPM e tô com o peito frágil de dar dó, Balão Mágico pra enfrentar a fúria hormonal. ié.

“mas uma canção é tão pouco/nem cabe tudo o que eu quero falar”.

 (atentem para o Fofão CAUSANDO no meio da molecada)

bem, tudo começou em 1996, quando o Autechre pediu pro Cunningham fazer o vídeo de Second Bad Vilbel. o clipe não tem nada demais, meia dúzia de imagens de turbinas de avião, explosões e de um amplificador em looping e, quando a batida muda, uma aranha-cão-sei-lá-o-que-robô que faz uns movimentos suspeitos. até então, o diretor inglês tinha dirigido uns vídeos para o The Auteurs e para uma banda de rapcore (?) chamada Lodestar.

o terror parece começar em 1997, quando Richard D. James, muito mais conhecido no mundo como Aphex Twin, chama Cunningham para dirigir o vídeo de Come to DaddyEP pelo qual é responsável também pela capa. tirem as crianças da sala, porque vai começar um “videoclipe de terror”. terror psicológico e visual, diga-se de passagem. uma dezena de crianças com a cara sorridente, rosada e peluda de Richard saem quebrando tudo com pedaços de pau, em sincronia perfeita às batidas de Aphex, enquanto James, distorcido, as convoca pelo televisor (que não está ligado na tomada). “venha para o papai, venha para o papai”, ele clama. elas vão, como se estivessem hipnotizadas. instantes depois, a coisa da TV resolve tomar forma e sai da caixa de madeira. aí vem o momento Marylin Manson de James: nu, andrógino, gosmento, branco, com mais de dois metros de altura, dedos gigantes dotados de unhas longas e escuras, dentes podres numa boca gigante e, sim, assustador desse jeito, ele agrega as crianças à sua volta.

ele [Cunningham] parece ter gostado da brincadeira. em 1998 fez o vídeo de Come on my Selector para Squarepusher. a idéia é simples: o cenário é um hospital psiquiátrico para crianças e uma delas resolve escapar do esquema. as luzes baixas, a idéia de um manicômio infantil, o “médico-boneco” criado pela menininha – que tem cara de cachorro -, a inspeção noturna, tudo leva a um terror psicológico refinado no qual Chris pode provar que é um mestre do videoclipe de terror: ele não usa nenhum recurso tecnológico, ninguém faz caretas, não há monstros nem nada. é só a situação, a luz, o ambiente estéril e com cara de filme de terror que te causam ondas esquisitas na barriga.

a dupla cunningham/james volta à ativa em 1999, quando eles põem no mundo o vídeo de Windowlicker. a mesma idéia de antes: botar a cara de Aphex em todas as minas gostosonas. até que para um vídeo cunningham/james esse é beeem light e tá mais próximo a um “director’s joy” do que mais uma tentativa de thriller de terror. Twin sai de sua imeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeensa limousine com as dançarinas e aquele belo dia de sol que fazia até o sexto minuto ganha tons de cinza em seu céu. a mesma transmutação acontece com as moçoilas: o rosto delas ganha traços montruosos, os dentes crescem e a ponto de parecem os de um predador, elas ficam com o topo da cabeça careca e deformada e é inesperadamente nessa hora que Twin estoura a champanhe, simbolizando o coito, e enxarca as “meninas”, que a essa altura já não tem os corpos tão bonitos.

Em 2000, eles produzem Flex, que apesar de contar com vários corpos nus e culminar em uma simulação de sexo anal, não é muito sexy. na verdade, é bem a cara deles matar todo mundo de susto com a combinação da trilha sonora de suspense de Twin com as luzes e movimentos bruscos/delicados de Chris.

mas o auge da dupla (ou da doença mental de Cunningham) acontece com Rubber Johnny, clipe/DVD de 2005 que traz o menino Johnny, de 16 anos, deformado, com uma cabeça gigantesca e completamente paranóico, já que ele mora no porão da casa dos pais e só tem um cãozinho para “brincar”. Rubber Johnny saiu na gringa acompanhado de um libreto de 50 páginas com toda a sorte de imagens photoshopadas nojentas feitas por Cunninham, todas remetendo a defeitos físicos severos.

o mais bizarro é que todos os outros vídeos de Cunningham, por mais que ele tente, não conseguem ser tão assustadores quanto so que ele faz com Richard D. James. bom, eu só falei tudo isso pra perguntar: alguém aí tem notícia de um novo trabalho dos dois juntos? obrigada!