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E nesse domingo tem o retorno de duas coisas bem bacanas para mim. Bueno, desde o fim do Moving Stairs (a banda em que eu toquei entre 2004 e 2006 com o Rodrigo, o Alê, o Picon e o Euler) que eu só subi em palcos para acompanhar os amigos. Isso não é uma reclamação, participar no show de amigos que admiro sempre é MUITO divertido.

Mas o mais foda que é dar a SUA cara pra bater no palco, com as suas músicas e o seu jeito de fazer.

Bom, quase dois anos depois do último show nesse esquema, tá na hora de voltar!

Nesse domingo vai rolar a estréia do meu novo projeto solo musical. Nesse show eu vou usar o nome Fading. E o que é o Fading? É uma idéia que tá na minha cabeça desde por volta de 2000, quando o Bêla me emprestou o Tascam preu gravar umas coisas.Músicas simples tocadas no violão sem um arranjo normal de banda (i.e. baixo, bateria, teclado, etc) mas com pequenos acompanhamentos simples, variando os tipos de instrumentos de acordo a necessidade de cada música.
Naquela época não saiu, mas agora finalmente começou.
Vou ser eu no palco o tempo todo, com convidados se alternando a cada música. Umas músicas terão uma base pré-gravada num sampler, outras terão backing vocal e outras terão corinhos completos. Instrumentos que aparecerão? Violões, baixo, clarinete, sanfona e mais duas ou três surpresas…
Participação de algumas pessoas bem importantes para mim. Tudo gente com quem eu já toquei, toco ou vou tocar em breve!
Bom, como estréia de projeto, sei que vou estar tremendo feito bambu verde no meio do tiroteio, então espero que os amigos apareçam para dar um alô e me oferecer faces conhecidas pra platéia parecer menos assustadora, ok? Também levem maridos, esposas, tios, amigos, periquitos e agregados em geral!
Depois do meu show, vai rolar um especial do Telepatas, em que a moçada preparou um esquema diferente e acústico. Ah, e tudo isso vai rolar na volta da festa Folk This Town, idéia do Gonzo que eu e o Rodrigo estamos ajudando a organizar.
Domingo sim, domingo não, no Santa Augusta, um esquema pra tomar cerveja, conversar com os amigos e ouvir som sossegado.
E aviso final: em breve, a estréia de minha nova banda! Ei, eu falei que esse era o projeto solo, mas não falei nada sobre não ter mais nenhuma banda! HUAH!
Bom o serviço completo é:
Folk This Town
Shows de Fading e Os Telepatas
Santa Augusta Bar
Rua Augusta, 976 Tel: 3255-9905
Dia 10/02 (domingo)
A partir das 18h
Entrada: R$ 7,00
Bônus Folk: consumindo R$ 12,00 ou mais, a entrada fica isenta.
Estacionamento conveniado: Rua Augusta 976
design do cartaz: Rodrigo Sommer
site da festa Folk This Town: http://folkthistown.wordpress.com
release da festa:

Os Telepatas e Fading na primeira Folk This Town de 2008 – 10/02

A melhor (e única) festa dedicada ao folk em São Paulo volta à ativa. Sucesso absoluto no final de 2007, com centenas de pessoas lotando o Santa Augusta Bar para ver os shows de Edson & The Black Horses e Lulina, a Folk This Town inicia as atividades no ano novo logo depois do Carnaval. Os paulistanos d’Os Telepatas são nossos convidados, na primeira apresentação da banda em 2008, com seu folk rock psicodélico em versão acústica e o repertório baseado no recente álbum Bandeirante (Trombador). O responsável pelo show de abertura é o projeto-solo Fading, de Adriano Vannucchi (da falecida Moving Stairs), que convoca uma série de amigos para colaborar na sua apresentação de suas composições no estilo indie-folk noventista.

A festa:

Tem festa pra tudo em São Paulo, não? Anos 90, electro-punk-house, hardcore caipira. Mas a metrópole não tem nenhuma noite dedicada ao folk e outras manifestações mais “tranqüilas” de música. Quer dizer, não tinha. A festa Folk This Town, projeto no Santa Augusta Bar, abre espaço para os violões, sussurros e um clima mais intimista – nada de “pista fervendo”, o negócio é gente sentada, boa companhia e ótimo som. O projeto rola quinzenalmente, aos domingos e cedinho (começando às 18h).

Na discotecagem, canções de gente como Neil Young, Belle & Sebastian, The Band, Wilco, Cat Power, Moldy Peaches, The Byrds, Neutral Milk Hotel, Big Star, Os Pistoleiros, Bob Dylan, Son Volt, Belle & Sebastian, Woody Guthrie, Nick Drake, Kimya Dawson, Stephanie Toth e outros heróis do violão (plugado ou não). A festa abre cedo, a partir das 18h, e os shows começam às 20h.

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23 outubro, 2007

a mudernidade é uma benção, cabeção!

 alguém quer me dar de presente de natal?

prefiro a Holga, só pra constar.

se enamora

18 outubro, 2007

bom, como eu tô enfrentando uma micareta da TPM e tô com o peito frágil de dar dó, Balão Mágico pra enfrentar a fúria hormonal. ié.

“mas uma canção é tão pouco/nem cabe tudo o que eu quero falar”.

 (atentem para o Fofão CAUSANDO no meio da molecada)

bem, tudo começou em 1996, quando o Autechre pediu pro Cunningham fazer o vídeo de Second Bad Vilbel. o clipe não tem nada demais, meia dúzia de imagens de turbinas de avião, explosões e de um amplificador em looping e, quando a batida muda, uma aranha-cão-sei-lá-o-que-robô que faz uns movimentos suspeitos. até então, o diretor inglês tinha dirigido uns vídeos para o The Auteurs e para uma banda de rapcore (?) chamada Lodestar.

o terror parece começar em 1997, quando Richard D. James, muito mais conhecido no mundo como Aphex Twin, chama Cunningham para dirigir o vídeo de Come to DaddyEP pelo qual é responsável também pela capa. tirem as crianças da sala, porque vai começar um “videoclipe de terror”. terror psicológico e visual, diga-se de passagem. uma dezena de crianças com a cara sorridente, rosada e peluda de Richard saem quebrando tudo com pedaços de pau, em sincronia perfeita às batidas de Aphex, enquanto James, distorcido, as convoca pelo televisor (que não está ligado na tomada). “venha para o papai, venha para o papai”, ele clama. elas vão, como se estivessem hipnotizadas. instantes depois, a coisa da TV resolve tomar forma e sai da caixa de madeira. aí vem o momento Marylin Manson de James: nu, andrógino, gosmento, branco, com mais de dois metros de altura, dedos gigantes dotados de unhas longas e escuras, dentes podres numa boca gigante e, sim, assustador desse jeito, ele agrega as crianças à sua volta.

ele [Cunningham] parece ter gostado da brincadeira. em 1998 fez o vídeo de Come on my Selector para Squarepusher. a idéia é simples: o cenário é um hospital psiquiátrico para crianças e uma delas resolve escapar do esquema. as luzes baixas, a idéia de um manicômio infantil, o “médico-boneco” criado pela menininha – que tem cara de cachorro -, a inspeção noturna, tudo leva a um terror psicológico refinado no qual Chris pode provar que é um mestre do videoclipe de terror: ele não usa nenhum recurso tecnológico, ninguém faz caretas, não há monstros nem nada. é só a situação, a luz, o ambiente estéril e com cara de filme de terror que te causam ondas esquisitas na barriga.

a dupla cunningham/james volta à ativa em 1999, quando eles põem no mundo o vídeo de Windowlicker. a mesma idéia de antes: botar a cara de Aphex em todas as minas gostosonas. até que para um vídeo cunningham/james esse é beeem light e tá mais próximo a um “director’s joy” do que mais uma tentativa de thriller de terror. Twin sai de sua imeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeensa limousine com as dançarinas e aquele belo dia de sol que fazia até o sexto minuto ganha tons de cinza em seu céu. a mesma transmutação acontece com as moçoilas: o rosto delas ganha traços montruosos, os dentes crescem e a ponto de parecem os de um predador, elas ficam com o topo da cabeça careca e deformada e é inesperadamente nessa hora que Twin estoura a champanhe, simbolizando o coito, e enxarca as “meninas”, que a essa altura já não tem os corpos tão bonitos.

Em 2000, eles produzem Flex, que apesar de contar com vários corpos nus e culminar em uma simulação de sexo anal, não é muito sexy. na verdade, é bem a cara deles matar todo mundo de susto com a combinação da trilha sonora de suspense de Twin com as luzes e movimentos bruscos/delicados de Chris.

mas o auge da dupla (ou da doença mental de Cunningham) acontece com Rubber Johnny, clipe/DVD de 2005 que traz o menino Johnny, de 16 anos, deformado, com uma cabeça gigantesca e completamente paranóico, já que ele mora no porão da casa dos pais e só tem um cãozinho para “brincar”. Rubber Johnny saiu na gringa acompanhado de um libreto de 50 páginas com toda a sorte de imagens photoshopadas nojentas feitas por Cunninham, todas remetendo a defeitos físicos severos.

o mais bizarro é que todos os outros vídeos de Cunningham, por mais que ele tente, não conseguem ser tão assustadores quanto so que ele faz com Richard D. James. bom, eu só falei tudo isso pra perguntar: alguém aí tem notícia de um novo trabalho dos dois juntos? obrigada!

Sintético

4 outubro, 2007

Se bobear, isso é a maior contribuição do Billy Corgan para a humanidade.

Over The Rainbow

1 outubro, 2007

Tipo assim: seria o In Rainbows o The Wall do Radiohead?

(, sei que não é, mas puta lance grandioso, hein?)

Títulos, títulos. Muitas vezes são a ruína de um bom texto ou livro, outras vezes, captam uma essência tão forte que validam-se por si mesmos, descolam-se dos livros aos quais pertencem e viram poesia pura, minimalista. Particuralmente, gosto de nomes como Suave é a Noite, Recordações da Casa dos Mortos, A Insustentável Leveza do Ser, O Coração das Trevas e Meu Ódio Sera a Tua Herança (caso raro de tradução adaptada melhor que o original).

John Steinbeck, ou seilá, o editor dele, tinha títulos desgraçadamente fortes, como As Vinhas da Ira e A Leste do Éden. Mas foi com uma citação de Shakespeare (da peça Ricardo III, pra ser mais exato) que ele conseguiu perpretar um dos títulos mais deprimentes (no bom sentido, hehe) da história da literatura: O Inverno da Nossa Desesperança.

Agora, o Concurso Cultural Na Laje consiste no seguinte: quem mandar para o e-mail amauri[ponto]gonzo[arroba]gmail[ponto]com o título mais deprimente da literatura universal, ganha uma edição pocket novinha em folha do livro do Steinbeck (que nem essa aí em baixo). Não vale inventar, não vale deixar a resposta nos comentários – e quem decide o ganhador sou eu, afinal, o dinheiro vai sair do meu bolso mesmo. A promoção dura até 15 de setembro de 2007, e o resultado deve sair lá pelo dia 18 aqui Na Laje mesmo. Então vamos lá, coloque o bibliotecário emo que existe dentro de vocêspra trabalhar e quem sabe você não ganha um motivo para ficar REALMENTE deprimido?