E a velha inspiração blogueira? Aquele abraço!

6 agosto, 2007

Sabe, é nessas que miam os blogs…

Já nem sei direito quanto tempo faz que a gente criou o nalaje (um mês e meio? Dois?), mas admito que nesse começo eu fui meio que descontrol-post-post-post. E pela quantidade de posts consecutivos que eu colocava, pode não parecer, mas ainda me controlei um pouco! Várias inspirações e idéias foram ficando pra trás por falta de tempo pra mais pesquisas ou inspiração pro fim do texto ou envelhecimento dos assuntos e tal.

Então de repente… Fiiiiiuuuu… Sumiu. Inspiração vazou e de repente a página branca no Word começou a parecer opressora, malvada e jogador-do-time-de-futebol-da-escola-em-filme-de-nerd”.

Enfim… No começo tudo bem. Daí os dias foram passando, viraram duas semanas sem escrever… Aí eu já tava ficando puto.

Quinta-feira peguei uma putza gripe (daquelas que não te deixam ir trabalhar no dia seguinte) e no momento EXATO em que terminaram meus delírios causados pela febre, o que foi mais ou menos por volta de 13:30 da sexta-feira (atenção: essa piada foi baseada em fatos reais, mandem-me flores) eu pensei: “bacana, agora tenho dois dias e meio pra postar algo no nalaje”.

Bem, quando faltavam duas horas pra terminar esse prazo de dois dias e meio, eu tava semi-desesperado aqui no computador quando PÁ, a inspiração me atingiu tão inesperada quanto uma pedrada num tumulto urbano (tipo… eu imaginava que ela ia vir, mas ainda assim foi uma surpresa na hora que ela chegou, mas talvez nunca viesse e…).

Fiquei feliz. Abri o Word. Criei um novo documento. Salvei esse documento no meu desktop. Escrevi os primeiros três parágrafos. Resolvi salvar. Daí comecei a escrever um quarto parágrafo. Reli, vi que essa parte nova tava nojenta. Então meu computador ficou lento. Achei que era melhor restartar a máquina, né? Quer coisa pior do que você no mó fluxo das palavras e seu computador parando “pra pensar”? Tipo… Se ele ainda parasse pra pensar pra poder fazer um aparte interessante, ou oferecer outro ponto de vista, mas…

Enfim, cliquei pra fechar o Word, mas daí ele perguntou “Quer salvar?” Ainda abri a mão, apontei pro quarto parágrafo na minha tela e falei em voz alta “salvar essa bosta aê?” antes de clicar no “não”, afinal eu sou italiano, então gesticulo e sou dramático até com meu processador de texto.

Todo mundo já sacou que no fim do terceiro parágrafo, quando eu pensei em salvar, eu só pensei né? E não salvei né? E que quando no fim do quarto parágrafo, que eu não quis salvar, porque achei que tava salvo, na verdade, fui uma besta completa, né?

Enfim, eu ainda não sabia da morte de meus três parágrafos (explicação científica: o drama natural do carcamano aqui vem mais pungente pela forte ligação de afeto estabelecida rapidamente entre frases recém-nascidas e um autor em bloqueio literário – ou talvez o correto seja dizer BLOGueio literário) quando descobri com surpresa que não ia precisar reiniciar a máquina. Era só mais uma daquelas viagens do Windows me oferecendo sei lá que raio de update de sei lá o quê. Depois que desativei a bagaça, vi que a máquina tava rápida de novo.

Feliz, cliquei no .doc que estava no meu desktop e o word abriu com um documento em branco. Esperei mais uns segundos. Ele continuou assim. Olhei o título do documento e vi que estava certo. Tentei selecionar o texto mas não tinha nada. Fechei o .doc e abri de novo. Apareceu o documento vazio de novo. Foi nessa hora que percebi a cagada que eu tinha feito, fechar sem salvar. Então agi como todo ítalo-cibernético de responsa e soquei o teclado.

E não sei o que eu apertei, só sei que foi só eu fazer isso que me apareceu aquele maldito clips animado do Word dançando no canto do monitor…

(pelo post abaixo do desse aqui, vocês imaginam minha reação na hora)

Bom, depois disso, me preparei pra reescrever o post e terminá-lo. Nesse meio de tempo, aconteceram as seguintes coisas:

– acabei trombando com o Fantástico num momento Videoshow. Ou seja, era uma matéria no Fantástico falando sobre o próprio Fantástico. A coisa toda era tão metafísica – e quero dizer metafísica mesmo, e não metalinguística, pois nesse caso já deixava de ser um simples programa de TV, já chegava a ser o Nada falando sobre o próprio Nada!!! – que essa matéria devia até mesmo ganhar um Pulitzer. Ou um Nobel. Ou provocar o Apocalipse, sei lá…

– Assisti “As Panteras”. Passou depois do Fantástico. Não, não gostei. Não, não mudei de canal. Não, não sei qual é o meu problema.

– Descobri que fui enganado pelo Abílio Diniz que me vendeu um saquinho de Chá da marca Extra que tinha tanto ar dentro que não ficava no fundo da xícara nem por decreto.

– Lembrei que tinha esquecido de ver o resultado do jogo de vôlei e fui entrar no Terra. Ainda pensei “vai, quem sabe todo esse meu azar de agora já não passou e agora eu descubro que entrou ensaio novo do The Girl?” Pois não é que logo que carregou o portal eu vi num banner que tinha ensaio novo? Pena que não era no The Girl, mas sim no The Boy.

– Acho que ouvi um dos grandes exageros vazios publicitários da minha vida, num comercial tipo desses de venda por telefone, saca? O cara falando de uma caixa de CDs, com uma orquestra tipo Ray Conniff , no meio daquele mundo de chavões e frases prontas pra vender a coleção me solta a pérola “essa é a sua chance de tornar especiais TODOS os momentos de sua vida!” Péra…Todos? Tipo, escovar os dentes também?

Bom, posso estar resmungando demais por ainda estar meio chapado dos remédios da febre, da garganta ferrada e de todo o resto das doenças que tive nesse finde. Comecei a imaginar que eu poderia estar exagerando após perceber que tinha passado quase um minuto de olhos fechados, puxando meus (poucos) cabelos e não emitindo sons, mas mexendo a boca como se eu falasse repetidamente “eunãoaguentomaiseunãoaguentomaiseunãoaguentomais…”

Só sei que depois de tudo isso eu finalmente TERMINEI o texto que eu queria fazer. É, aquele, o do técnico de futebol. E o texto ficou, Ó, uma bosta… Os três primeiros parágrafos são um lixo (as novas versões seeeempre ficam piores que os que você escreveu antes de perder seu texto, sempre!!!), mas o resto era um desgraça ainda pior. Sério, quando você escrever um texto inteiro pra comprovar um ponto de vista em que você acredita, e depois de reler você perceber que não concorda com o seu ponto de vista, suspeite da possibilidade de seu texto ter problemas…

Delete.

E assim continua o bloqueio de um autor noiado. E vocês ficam sem texto novo meu no nalaje. Maldito clips…

4 Responses to “E a velha inspiração blogueira? Aquele abraço!”

  1. Palugan Says:

    HAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAH
    classe.
    eu me sinto assim na maioria do tempo.

  2. ...ká Says:

    Só queria entender o que me prendeu nesse texto para eu lê-lo até o final…

  3. Adriano Says:

    Ká:
    Compreendo a sua dor…
    Eu senti exatamente a mesma cosia quando terminei de escrevê-lo…

    bjs
    a

  4. Lu Farias Says:

    HAHAHAHAHAHAHA!!!! Agora que descobri o que aconteceu!!!!

    Beijocas…


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