E Adriano Vannucchi convida para… SHOW!!!
7 Fevereiro, 2008
E nesse domingo tem o retorno de duas coisas bem bacanas para mim. Bueno, desde o fim do Moving Stairs (a banda em que eu toquei entre 2004 e 2006 com o Rodrigo, o Alê, o Picon e o Euler) que eu só subi em palcos para acompanhar os amigos. Isso não é uma reclamação, participar no show de amigos que admiro sempre é MUITO divertido.
Mas o mais foda que é dar a SUA cara pra bater no palco, com as suas músicas e o seu jeito de fazer.
Bom, quase dois anos depois do último show nesse esquema, tá na hora de voltar!
Os Telepatas e Fading na primeira Folk This Town de 2008 – 10/02
A melhor (e única) festa dedicada ao folk em São Paulo volta à ativa. Sucesso absoluto no final de 2007, com centenas de pessoas lotando o Santa Augusta Bar para ver os shows de Edson & The Black Horses e Lulina, a Folk This Town inicia as atividades no ano novo logo depois do Carnaval. Os paulistanos d’Os Telepatas são nossos convidados, na primeira apresentação da banda em 2008, com seu folk rock psicodélico em versão acústica e o repertório baseado no recente álbum Bandeirante (Trombador). O responsável pelo show de abertura é o projeto-solo Fading, de Adriano Vannucchi (da falecida Moving Stairs), que convoca uma série de amigos para colaborar na sua apresentação de suas composições no estilo indie-folk noventista.
A festa:
Tem festa pra tudo em São Paulo, não? Anos 90, electro-punk-house, hardcore caipira. Mas a metrópole não tem nenhuma noite dedicada ao folk e outras manifestações mais “tranqüilas” de música. Quer dizer, não tinha. A festa Folk This Town, projeto no Santa Augusta Bar, abre espaço para os violões, sussurros e um clima mais intimista – nada de “pista fervendo”, o negócio é gente sentada, boa companhia e ótimo som. O projeto rola quinzenalmente, aos domingos e cedinho (começando às 18h).
Na discotecagem, canções de gente como Neil Young, Belle & Sebastian, The Band, Wilco, Cat Power, Moldy Peaches, The Byrds, Neutral Milk Hotel, Big Star, Os Pistoleiros, Bob Dylan, Son Volt, Belle & Sebastian, Woody Guthrie, Nick Drake, Kimya Dawson, Stephanie Toth e outros heróis do violão (plugado ou não). A festa abre cedo, a partir das 18h, e os shows começam às 20h.
…
23 Outubro, 2007
a mudernidade é uma benção, cabeção!
alguém quer me dar de presente de natal?
prefiro a Holga, só pra constar.
se enamora
18 Outubro, 2007
bom, como eu tô enfrentando uma micareta da TPM e tô com o peito frágil de dar dó, Balão Mágico pra enfrentar a fúria hormonal. ié.
“mas uma canção é tão pouco/nem cabe tudo o que eu quero falar”.
(atentem para o Fofão CAUSANDO no meio da molecada)
a dobradinha chris cunningham/aphex twin (e parte da produção de terror da warp records)
17 Outubro, 2007
bem, tudo começou em 1996, quando o Autechre pediu pro Cunningham fazer o vídeo de Second Bad Vilbel. o clipe não tem nada demais, meia dúzia de imagens de turbinas de avião, explosões e de um amplificador em looping e, quando a batida muda, uma aranha-cão-sei-lá-o-que-robô que faz uns movimentos suspeitos. até então, o diretor inglês tinha dirigido uns vídeos para o The Auteurs e para uma banda de rapcore (?) chamada Lodestar.
o terror parece começar em 1997, quando Richard D. James, muito mais conhecido no mundo como Aphex Twin, chama Cunningham para dirigir o vídeo de Come to Daddy, EP pelo qual é responsável também pela capa. tirem as crianças da sala, porque vai começar um “videoclipe de terror”. terror psicológico e visual, diga-se de passagem. uma dezena de crianças com a cara sorridente, rosada e peluda de Richard saem quebrando tudo com pedaços de pau, em sincronia perfeita às batidas de Aphex, enquanto James, distorcido, as convoca pelo televisor (que não está ligado na tomada). “venha para o papai, venha para o papai”, ele clama. elas vão, como se estivessem hipnotizadas. instantes depois, a coisa da TV resolve tomar forma e sai da caixa de madeira. aí vem o momento Marylin Manson de James: nu, andrógino, gosmento, branco, com mais de dois metros de altura, dedos gigantes dotados de unhas longas e escuras, dentes podres numa boca gigante e, sim, assustador desse jeito, ele agrega as crianças à sua volta.
ele [Cunningham] parece ter gostado da brincadeira. em 1998 fez o vídeo de Come on my Selector para Squarepusher. a idéia é simples: o cenário é um hospital psiquiátrico para crianças e uma delas resolve escapar do esquema. as luzes baixas, a idéia de um manicômio infantil, o “médico-boneco” criado pela menininha - que tem cara de cachorro -, a inspeção noturna, tudo leva a um terror psicológico refinado no qual Chris pode provar que é um mestre do videoclipe de terror: ele não usa nenhum recurso tecnológico, ninguém faz caretas, não há monstros nem nada. é só a situação, a luz, o ambiente estéril e com cara de filme de terror que te causam ondas esquisitas na barriga.
a dupla cunningham/james volta à ativa em 1999, quando eles põem no mundo o vídeo de Windowlicker. a mesma idéia de antes: botar a cara de Aphex em todas as minas gostosonas. até que para um vídeo cunningham/james esse é beeem light e tá mais próximo a um “director’s joy” do que mais uma tentativa de thriller de terror. Twin sai de sua imeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeensa limousine com as dançarinas e aquele belo dia de sol que fazia até o sexto minuto ganha tons de cinza em seu céu. a mesma transmutação acontece com as moçoilas: o rosto delas ganha traços montruosos, os dentes crescem e a ponto de parecem os de um predador, elas ficam com o topo da cabeça careca e deformada e é inesperadamente nessa hora que Twin estoura a champanhe, simbolizando o coito, e enxarca as “meninas”, que a essa altura já não tem os corpos tão bonitos.
Em 2000, eles produzem Flex, que apesar de contar com vários corpos nus e culminar em uma simulação de sexo anal, não é muito sexy. na verdade, é bem a cara deles matar todo mundo de susto com a combinação da trilha sonora de suspense de Twin com as luzes e movimentos bruscos/delicados de Chris.
mas o auge da dupla (ou da doença mental de Cunningham) acontece com Rubber Johnny, clipe/DVD de 2005 que traz o menino Johnny, de 16 anos, deformado, com uma cabeça gigantesca e completamente paranóico, já que ele mora no porão da casa dos pais e só tem um cãozinho para “brincar”. Rubber Johnny saiu na gringa acompanhado de um libreto de 50 páginas com toda a sorte de imagens photoshopadas nojentas feitas por Cunninham, todas remetendo a defeitos físicos severos.
o mais bizarro é que todos os outros vídeos de Cunningham, por mais que ele tente, não conseguem ser tão assustadores quanto so que ele faz com Richard D. James. bom, eu só falei tudo isso pra perguntar: alguém aí tem notícia de um novo trabalho dos dois juntos? obrigada!
Over The Rainbow
1 Outubro, 2007
Concurso Cultural “Deprimido Na Laje”
28 Agosto, 2007
Títulos, títulos. Muitas vezes são a ruína de um bom texto ou livro, outras vezes, captam uma essência tão forte que validam-se por si mesmos, descolam-se dos livros aos quais pertencem e viram poesia pura, minimalista. Particuralmente, gosto de nomes como Suave é a Noite, Recordações da Casa dos Mortos, A Insustentável Leveza do Ser, O Coração das Trevas e Meu Ódio Sera a Tua Herança (caso raro de tradução adaptada melhor que o original).
John Steinbeck, ou seilá, o editor dele, tinha títulos desgraçadamente fortes, como As Vinhas da Ira e A Leste do Éden. Mas foi com uma citação de Shakespeare (da peça Ricardo III, pra ser mais exato) que ele conseguiu perpretar um dos títulos mais deprimentes (no bom sentido, hehe) da história da literatura: O Inverno da Nossa Desesperança.
Agora, o Concurso Cultural Na Laje consiste no seguinte: quem mandar para o e-mail amauri[ponto]gonzo[arroba]gmail[ponto]com o título mais deprimente da literatura universal, ganha uma edição pocket novinha em folha do livro do Steinbeck (que nem essa aí em baixo). Não vale inventar, não vale deixar a resposta nos comentários – e quem decide o ganhador sou eu, afinal, o dinheiro vai sair do meu bolso mesmo. A promoção dura até 15 de setembro de 2007, e o resultado deve sair lá pelo dia 18 aqui Na Laje mesmo. Então vamos lá, coloque o bibliotecário emo que existe dentro de vocêspra trabalhar e quem sabe você não ganha um motivo para ficar REALMENTE deprimido?
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A vida imita a arte? Ou a arte…
27 Agosto, 2007
Como pessoa bonita do cinema, todos já assistimos “Os Excêntricos Tenenbaums” (The Royal Tenenbaums, EUA, 2001).
(Se você não assisitu, pare de ler agora. Vai rolar um spoiler básico aqui)
Na trama, Richie Tenenbaum, interpretado pelo gatíssimo Luke Wilson, surta por ser apaixonado pela irmã, a fodíssima Margot (a personangem é foda, não a chata da Gwyneth Paltrol), e corta os pulsos.
(o Richie é o da esquerda)
Ontem rolou essa notícia: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u323323.shtml
Na trama, o rapaz da notícia, Owen Wilson, interpreta Eli Cash, um doidão que foi criado como irmão dos Tenenbaums. Na vida real, ele é irmão de Luke, que fez Richie. E agora, na vida real, Owen fez o richie e enfiou a gilette nos pulsos.
É, a vida imita MESMO a arte.
Temos que pegar! Temos que pegar!!!
16 Agosto, 2007
Pára tudo! Cientistas confirmam a existência de Pokemons na Amazônia!!!

após entrar na página, clique em “veja mais fotos”, abaixo do primeiro parágrafo de texto, para conhecer outros pokemons do mundo real)
Do jeito que sou altamente viciável em videogame e também no ato de começar coleções sem sentido, devo dizer que por sorte escapei do vício pokemon (ou quase, como atesta a pequena coleção de psyducks que reside em cima de minha geladeira…), mas que esses bichos que encontraram são muito massa, ah, isso são…
E já que falamos de monstros, mesmo que sejam POcKEt MONsters, porquê não aproveitar o gancho para mostrar essa ilustração fodida do Jim Rugg? Vejam abaixo: monstro gigante invade Tokyo. Quem poderá nos salvar?

Exatamente! Godzilla veio nos salvar desse monstro horrendo! ARRANCA A CABEÇA DESSA TROLHA DE GATO!!!
No livejournal do Rugg tem várias ilustrações, muita coisa mais pro super-herói e outras mais aleatórias.
E falando de ilustradores e desenhos aleatórios e bonecos e afins… Jim Woodring? Alguém conhece? É um Ilustrador fodão que já fez capa pro Bill Frisell e publicou HQs esquisitas na Heavy Metal. Calma, nenhuma das dele é daquelas com mulheres vikings peitudas peladas perdidas no espaço…
Então, o traço do cara é legal, uns bichos e plantas esquisitos desenhados com traços fofinhos. E agora apareceu no flickr umas fotos de um evento qualquer em que aparecem algumas versões 3D (no sentido de objeto do mundo real, não 3D do tipo virtual…) de ilustrações dele. Não sei o quanto é por causa da onda de toy design, mas nesse caso tô nem aí, porque o traço do cara é bacanudo-tchananan e curti a estatueta!

Para visitar o álbum do flickr com essa palestra ou sei lá o quê, que é onde saiu originalmente a foto acima e aparecem mais outras estatuetas, clique aqui. E para visitar o site do Jim Woodring, com galeria e um montão de imagem, clique aqui.
Aliás, vi que no site dele tem uma loja. E que tem estatuetas desse tipo em pré-venda. Não, não entrei pra ver. Basicamente, não entrei porque sou um consumista, maníaco por coleções EEEE falido, o que é uma combinação muito perigosa. Podem entrar vocês, imagino que seja foda.
Aliás, já que falei de vícios, coleções, monstros e ilustrações…
Acredito que quem me conhece sabe que sou meio anti-megacorp. Não compreendo muito aquelas pessoas que veneram Microsoft ou Zoomp ou qualquer marca vinda da grande indústria.
Mas… tenho que admitir… Sou uma puta do Lucky Strike. É, o cigarro. É, eu sei que é patético colecionar coisas da marca de cigarro que está corroendo seu pulmão mas, o que eu posso fazer se acho foda quando descubro que existem coisas como isso aqui?

Um Keith Haring com o logo do Lucky Strike? Uôu, EU QUERO!!!
Ok, sei que não vou ter um legítimo Haring na minha parede, então vou me contentar em caçar as novas cigarreiras que estarão à venda nas lojas AMPM, parecidas com essa aqui:

Ah, eu quero… Ok, repito e readmito o que eu disse antes… Misturar as monstruosas megacorps com o vício de colecionar é uma merda… Mas eu vou comprar duas, mesmo assim! YEY!
E a velha inspiração blogueira? Aquele abraço!
6 Agosto, 2007
Sabe, é nessas que miam os blogs…
Já nem sei direito quanto tempo faz que a gente criou o nalaje (um mês e meio? Dois?), mas admito que nesse começo eu fui meio que descontrol-post-post-post. E pela quantidade de posts consecutivos que eu colocava, pode não parecer, mas ainda me controlei um pouco! Várias inspirações e idéias foram ficando pra trás por falta de tempo pra mais pesquisas ou inspiração pro fim do texto ou envelhecimento dos assuntos e tal.
Então de repente… Fiiiiiuuuu… Sumiu. Inspiração vazou e de repente a página branca no Word começou a parecer opressora, malvada e jogador-do-time-de-futebol-da-escola-em-filme-de-nerd”.
Enfim… No começo tudo bem. Daí os dias foram passando, viraram duas semanas sem escrever… Aí eu já tava ficando puto.
Quinta-feira peguei uma putza gripe (daquelas que não te deixam ir trabalhar no dia seguinte) e no momento EXATO em que terminaram meus delírios causados pela febre, o que foi mais ou menos por volta de 13:30 da sexta-feira (atenção: essa piada foi baseada em fatos reais, mandem-me flores) eu pensei: “bacana, agora tenho dois dias e meio pra postar algo no nalaje”.
Bem, quando faltavam duas horas pra terminar esse prazo de dois dias e meio, eu tava semi-desesperado aqui no computador quando PÁ, a inspiração me atingiu tão inesperada quanto uma pedrada num tumulto urbano (tipo… eu imaginava que ela ia vir, mas ainda assim foi uma surpresa na hora que ela chegou, mas talvez nunca viesse e…).
Fiquei feliz. Abri o Word. Criei um novo documento. Salvei esse documento no meu desktop. Escrevi os primeiros três parágrafos. Resolvi salvar. Daí comecei a escrever um quarto parágrafo. Reli, vi que essa parte nova tava nojenta. Então meu computador ficou lento. Achei que era melhor restartar a máquina, né? Quer coisa pior do que você no mó fluxo das palavras e seu computador parando “pra pensar”? Tipo… Se ele ainda parasse pra pensar pra poder fazer um aparte interessante, ou oferecer outro ponto de vista, mas…
Enfim, cliquei pra fechar o Word, mas daí ele perguntou “Quer salvar?” Ainda abri a mão, apontei pro quarto parágrafo na minha tela e falei em voz alta “salvar essa bosta aê?” antes de clicar no “não”, afinal eu sou italiano, então gesticulo e sou dramático até com meu processador de texto.
Todo mundo já sacou que no fim do terceiro parágrafo, quando eu pensei em salvar, eu só pensei né? E não salvei né? E que quando no fim do quarto parágrafo, que eu não quis salvar, porque achei que tava salvo, na verdade, fui uma besta completa, né?
Enfim, eu ainda não sabia da morte de meus três parágrafos (explicação científica: o drama natural do carcamano aqui vem mais pungente pela forte ligação de afeto estabelecida rapidamente entre frases recém-nascidas e um autor em bloqueio literário – ou talvez o correto seja dizer BLOGueio literário) quando descobri com surpresa que não ia precisar reiniciar a máquina. Era só mais uma daquelas viagens do Windows me oferecendo sei lá que raio de update de sei lá o quê. Depois que desativei a bagaça, vi que a máquina tava rápida de novo.
Feliz, cliquei no .doc que estava no meu desktop e o word abriu com um documento em branco. Esperei mais uns segundos. Ele continuou assim. Olhei o título do documento e vi que estava certo. Tentei selecionar o texto mas não tinha nada. Fechei o .doc e abri de novo. Apareceu o documento vazio de novo. Foi nessa hora que percebi a cagada que eu tinha feito, fechar sem salvar. Então agi como todo ítalo-cibernético de responsa e soquei o teclado.
E não sei o que eu apertei, só sei que foi só eu fazer isso que me apareceu aquele maldito clips animado do Word dançando no canto do monitor…
(pelo post abaixo do desse aqui, vocês imaginam minha reação na hora)
Bom, depois disso, me preparei pra reescrever o post e terminá-lo. Nesse meio de tempo, aconteceram as seguintes coisas:
- acabei trombando com o Fantástico num momento Videoshow. Ou seja, era uma matéria no Fantástico falando sobre o próprio Fantástico. A coisa toda era tão metafísica – e quero dizer metafísica mesmo, e não metalinguística, pois nesse caso já deixava de ser um simples programa de TV, já chegava a ser o Nada falando sobre o próprio Nada!!! – que essa matéria devia até mesmo ganhar um Pulitzer. Ou um Nobel. Ou provocar o Apocalipse, sei lá…
- Assisti “As Panteras”. Passou depois do Fantástico. Não, não gostei. Não, não mudei de canal. Não, não sei qual é o meu problema.
- Descobri que fui enganado pelo Abílio Diniz que me vendeu um saquinho de Chá da marca Extra que tinha tanto ar dentro que não ficava no fundo da xícara nem por decreto.
- Lembrei que tinha esquecido de ver o resultado do jogo de vôlei e fui entrar no Terra. Ainda pensei “vai, quem sabe todo esse meu azar de agora já não passou e agora eu descubro que entrou ensaio novo do The Girl?” Pois não é que logo que carregou o portal eu vi num banner que tinha ensaio novo? Pena que não era no The Girl, mas sim no The Boy.
- Acho que ouvi um dos grandes exageros vazios publicitários da minha vida, num comercial tipo desses de venda por telefone, saca? O cara falando de uma caixa de CDs, com uma orquestra tipo Ray Conniff , no meio daquele mundo de chavões e frases prontas pra vender a coleção me solta a pérola “essa é a sua chance de tornar especiais TODOS os momentos de sua vida!” Péra…Todos? Tipo, escovar os dentes também?
Bom, posso estar resmungando demais por ainda estar meio chapado dos remédios da febre, da garganta ferrada e de todo o resto das doenças que tive nesse finde. Comecei a imaginar que eu poderia estar exagerando após perceber que tinha passado quase um minuto de olhos fechados, puxando meus (poucos) cabelos e não emitindo sons, mas mexendo a boca como se eu falasse repetidamente “eunãoaguentomaiseunãoaguentomaiseunãoaguentomais…”
Só sei que depois de tudo isso eu finalmente TERMINEI o texto que eu queria fazer. É, aquele, o do técnico de futebol. E o texto ficou, Ó, uma bosta… Os três primeiros parágrafos são um lixo (as novas versões seeeempre ficam piores que os que você escreveu antes de perder seu texto, sempre!!!), mas o resto era um desgraça ainda pior. Sério, quando você escrever um texto inteiro pra comprovar um ponto de vista em que você acredita, e depois de reler você perceber que não concorda com o seu ponto de vista, suspeite da possibilidade de seu texto ter problemas…
Delete.
E assim continua o bloqueio de um autor noiado. E vocês ficam sem texto novo meu no nalaje. Maldito clips…

